quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Anita vai à bolsa

Pois é, quase que poderia ser este o título da nova empresa bolsista norte-americana.
Mark Zuckerberg entregou, ontem, em Wall Street, a documentação para passar a cotar o "seu" Facebook (doravante, FB) em bolsa.
Após, aos 19, o "puto" (e seus amigos, pois todos os putos têm amigos) ter criado a rede social mais utilizada em todo o mundo, após ter recusado 1.000 milhões de dólares, dinheiro fácil, oito anos depois, e com a senioridade dos 27, é o principal accionista de uma empresa cujo valor se estima entre os 75.000 MD e os 100.000 MD.
E como? Disponibilizando uma rede social gratuita, a caminho dos 1.000.000.000 utilizadores (14% da população mundial). E como se geram receitas? Publicidade, muita. Aplicações,algumas. Mas, sobretudo, vendendo. Vendendo o quê? Tudo. Todos os passos, todos os cliques, os likes, os subscribes, os comentários, as palavras usadas pelos seus utilizadores. Este será, certamente, o próximo passo do gigante americano - vender as bases de dados às companhias que anseiam por saber, com um detalhe nunca anteriormente sequer sonhado, os perfis dos seus consumidores - e dos seus potenciais consumidores, sobretudo.
Se, por um lado, não deixa de ser uma ferramenta poderosa, por outro, é assustador como todos nós, utilizadores do FB, aceitamos sem questionar ceder todos os nossos dados à empresa do "puto" a troco de uma experiência social grátis.
A verdade é que, se por um lado nunca estivemos tão ligados aos outros: amigos, conhecidos, e até desconhecidos, independentemente das distâncias, por outro, nunca estivemos tão expostos.
São os dois pratos da balança que, teimosamente, assediados pelo famoso "It's free and always will be", milhares de utilizadores, diariamente, acabam por não pesar.
E o Mark vai à bolsa, ainda antes de fazer oito anos.

Pintelho

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