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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ainda a educação

Ao que o Púbico conseguiu apurar, através daquele diário que nos plagiou o nome, o Público, a educação continua a gerar polémica.
Após o apelo do governo e PR à emigração dos professores, agora é o novo cardeal português, Manuel Monteiro de Castro, a tirar o tapete àqueles que fizeram da sua carreira ensinar os mais jovens.
Em duas entrevistas distintas (ao Jornal de Notícias e ao Correio da Manhã), Castro defende que a postura do governo está correcta. Para ele, os professores não devem mesmo contar com um lugar no nosso país. O meio utilizado é que está errado. Castro defende, ao contrário do governo, um aumento das prestações sociais, de modo a que a mulher possa ficar em casa, a “aplicar-se naquilo em que a sua função é essencial, a educação dos filhos”.
Pois, com certeza. Caro professor. Se é homem, está na carreira errada. Se é mulher, olhe para a sua casa antes de ser mercenária e tentar ganhar dinheiro com a educação dos filhos dos outros. Se é homem, trabalhe por dois fora de casa. Se é mulher, trabalhe por dois dentro de casa. Mas trabalhem, para que os professores e educadores possam emigrar!
Vai mais longe:  “Portugal tem de dar mais força às famílias, pôr os nossos portugueses a produzir em Portugal e não fora”. “Devíamos dar muito mais valor à família e ao valor da mulher em casa". Pois, claro. O país precisa de produzir mais. Como? Mantendo a mulher em casa! Pois!!!

Haja alguém com sabedoria no colégio cardinalício...

... Alguém que diz, ao JN, o seguinte: “O trabalho da mulher a tempo completo, creio que não é útil ao país. Trabalhar em casa sim, mas que tenham de trabalhar de manhã até à noite, creio que para um país é negativo. A melhor formadora é a mãe, e se a mãe não tem tempo para respirar como vai ter tempo para formar?".

Ainda bem que o Vaticano respira saúde, modernismo e renovação! Mulheres para casa, já!

Pintelho