quinta-feira, 22 de março de 2012

Lixeira

Hoje é dia de greve, decretada pela CGTP.

Como acho que este blogue anda a ficar muito politizado, e não quero tirar protagonismo a Arménio Carlos, que já tem muito a provar à frente dos destinos da CGTP, hoje, enquanto fazia a minha meia-hora de caminhada matinal, pensava: "Que raio irei escrever?".

Eram pensamentos legítimos, pois não me apetecia encher mais um post de frases feitas sobre uma greve anunciada a uma voz.
Eis, então, que tropeço num saco de lixo. "Que raio..."
Levanto os olhos, e reparo que, pelas ruas, quilos e quilos de lixo se acumulavam à entrada das portas.

Aparentemente, além do pré-aviso, a CGTP deveria ter informado os cidadãos de que os funcionários da recolha de lixo também têm o direito à greve.
A verdade é que, numa cidade em que não se percebe a opção por colocar sacos à porta de casa, sujeitos ao clima e aos animais, em detrimento dos contentores de maiores dimensões, não se compreende também a falta de civismo e brio daqueles que nela habitam.

Hoje, a minha meia-hora de caminhada matinal não parecia ser realizada numa cidade que se diz jovem e irreverente. Antes, parecia encetar-se numa cidade onde o respeito pelos outros, pelos que utilizam os passeios, não existe.

Pintelho

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