Ao que o Púbico conseguiu apurar, através daquele diário que nos plagiou o nome, o Público, a educação continua a gerar polémica.
Após o apelo do governo e PR à emigração dos professores, agora é o novo cardeal português, Manuel Monteiro de Castro, a tirar o tapete àqueles que fizeram da sua carreira ensinar os mais jovens.
Em duas entrevistas distintas (ao Jornal de Notícias e ao Correio da Manhã), Castro defende que a postura do governo está correcta. Para ele, os professores não devem mesmo contar com um lugar no nosso país. O meio utilizado é que está errado. Castro defende, ao contrário do governo, um aumento das prestações sociais, de modo a que a mulher possa ficar em casa, a “aplicar-se naquilo em que a sua função é essencial, a educação dos filhos”.
Pois, com certeza. Caro professor. Se é homem, está na carreira errada. Se é mulher, olhe para a sua casa antes de ser mercenária e tentar ganhar dinheiro com a educação dos filhos dos outros. Se é homem, trabalhe por dois fora de casa. Se é mulher, trabalhe por dois dentro de casa. Mas trabalhem, para que os professores e educadores possam emigrar!
Vai mais longe: “Portugal tem de dar mais força às famílias, pôr os nossos portugueses a produzir em Portugal e não fora”. “Devíamos dar muito mais valor à família e ao valor da mulher em casa". Pois, claro. O país precisa de produzir mais. Como? Mantendo a mulher em casa! Pois!!!
Haja alguém com sabedoria no colégio cardinalício...
... Alguém que diz, ao JN, o seguinte: “O trabalho da mulher a tempo completo, creio que não é útil ao país. Trabalhar em casa sim, mas que tenham de trabalhar de manhã até à noite, creio que para um país é negativo. A melhor formadora é a mãe, e se a mãe não tem tempo para respirar como vai ter tempo para formar?".
Ainda bem que o Vaticano respira saúde, modernismo e renovação! Mulheres para casa, já!
Pintelho
1 comentário:
Sinceramente, tenho sempre tentado respeitar esta religião, não fosse ela predominante na nossa civilização, e crença de muitos amigos e família. Mas juro que se visse este triste, não resistiria a cuspir-lhe prós pés e dizer-lhe para ter vergonha na cara, e que esperava que passasse a bela eternidade dele a ser penetrado pelo baphomet. É que nem merecia nada menos baixo que insultos, depois de declarações públicas que parecem saídas da boca do antigo clero, ou de um qualquer anormal do médio oriente. Querem respeito da comunidade ateia, respeitem, antes de mais, o ser humano.
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