O título deste post podia certamente respeitar à liderança do campeonato pelo "Braguinha", isolado de Benfica e Porto, mas não. Este post tem sangue, suor, não tem lágrimas, tem tortura, sadismo e humilhação.
O post de hoje fala, pois, de tourada.
Hoje, ao folhear o Público, o Púbico encontrou uma notícia que dava como certa no Portal do Governo a vitória da causa de Sérgio pela "Abolição das corridas de touros".
Eu simpatizo com a causa, não o nego, mas francamente, chamar "espectáculo", como se pode ler na descrição da causa, ao acto de espetar bandarilhas no lombo de um animal em sofrimento está, na minha humilde opinião, profundamente errado.
Nestas ocasiões, não consigo reprimir os meus instintos. Penso sempre no sadismo que eu sentiria se um touro gigante aparecesse na arena para espetar bandarilhas nos toureiros. Confesso algum prazer perverso que tenho ao pensar neste "especáculo". Aplaudiria de pé. Será que os touros gigantes gostam de flores?!
Por outro lado, não podia deixar passar em claro o fantástico "espectáculo" que decorrerá no próximo dia 1 de Maio em Barcelos. Ora, este é o momento em que a minha perturbação de personalidade se manifesta e viro apoiante da festa brava.
Então, acho muito bem. É uma tradição bonita de se ver. Barcelos está habituado a receber toiradas! As festas das Cruzes costumam ter... Espera, não costumam... Barcelos não recebe touradas há mais de cinquenta anos, e apesar de ser um concelho cheio de espaço, nem tem uma arena. Mas não interessa, é uma arte bonita de se ver. Aquele sangue a escorrer, tão belo... É tão bonito ver o toureiro a arriscar a sua vida e a torturar um animal. É mesmo bonito!
E o mais nobre, mas mais nobre, é que este ano (como todos os anos, ou não) a festa brava recebe o nome de "Corrida de Touros dos Bombeiros Voluntários de Barcelos".
Eu acho bem. Estes Senhores são heróis, habituados a salvar animais em apuros, por que não emprestarem o nome a uma corrida em que o objectivo é torturar animais? Também o merecem!
Pintelho
Se é um possível investidor em literatura, crítica, crónica, ou algo que enriqueça o seu conhecimento acerca do país e do mundo que o rodeia, este leilão não é para si. Caso contrário, pode continuar.
terça-feira, 27 de março de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
Lixeira
Hoje é dia de greve, decretada pela CGTP.
Como acho que este blogue anda a ficar muito politizado, e não quero tirar protagonismo a Arménio Carlos, que já tem muito a provar à frente dos destinos da CGTP, hoje, enquanto fazia a minha meia-hora de caminhada matinal, pensava: "Que raio irei escrever?".
Eram pensamentos legítimos, pois não me apetecia encher mais um post de frases feitas sobre uma greve anunciada a uma voz.
Eis, então, que tropeço num saco de lixo. "Que raio..."
Levanto os olhos, e reparo que, pelas ruas, quilos e quilos de lixo se acumulavam à entrada das portas.
Aparentemente, além do pré-aviso, a CGTP deveria ter informado os cidadãos de que os funcionários da recolha de lixo também têm o direito à greve.
A verdade é que, numa cidade em que não se percebe a opção por colocar sacos à porta de casa, sujeitos ao clima e aos animais, em detrimento dos contentores de maiores dimensões, não se compreende também a falta de civismo e brio daqueles que nela habitam.
Hoje, a minha meia-hora de caminhada matinal não parecia ser realizada numa cidade que se diz jovem e irreverente. Antes, parecia encetar-se numa cidade onde o respeito pelos outros, pelos que utilizam os passeios, não existe.
Pintelho
Como acho que este blogue anda a ficar muito politizado, e não quero tirar protagonismo a Arménio Carlos, que já tem muito a provar à frente dos destinos da CGTP, hoje, enquanto fazia a minha meia-hora de caminhada matinal, pensava: "Que raio irei escrever?".
Eram pensamentos legítimos, pois não me apetecia encher mais um post de frases feitas sobre uma greve anunciada a uma voz.
Eis, então, que tropeço num saco de lixo. "Que raio..."
Levanto os olhos, e reparo que, pelas ruas, quilos e quilos de lixo se acumulavam à entrada das portas.
Aparentemente, além do pré-aviso, a CGTP deveria ter informado os cidadãos de que os funcionários da recolha de lixo também têm o direito à greve.
A verdade é que, numa cidade em que não se percebe a opção por colocar sacos à porta de casa, sujeitos ao clima e aos animais, em detrimento dos contentores de maiores dimensões, não se compreende também a falta de civismo e brio daqueles que nela habitam.
Hoje, a minha meia-hora de caminhada matinal não parecia ser realizada numa cidade que se diz jovem e irreverente. Antes, parecia encetar-se numa cidade onde o respeito pelos outros, pelos que utilizam os passeios, não existe.
Pintelho
quarta-feira, 21 de março de 2012
A "magia" da TV
Esta manhã acordei com tempo.
Tomei duche, cortei a barba, vesti-me e ainda sobravam uns minutos antes de ir para o trabalho.
"Vou ver as novidades na televisão".
Liguei-a.
Estava na Sic Notícias. Aí tinha ficado, da noite anterior.
"Bom dia, a execução orçamental não está a correr conforme os planos. Menos receita, mais despesa. A troika aplaude." e "Bom dia, o desemprego continua a aumentar. A troika desdramatiza!".
Agora eu questiono. Como é que, com um orçamento tão restritivo como o imposto pelo Executivo de Coelho, quando a execução do mesmo falha redondamente, continuamos a culpar "os outros", e a dizer que "são medidas necessárias"? Medidas necessárias, imagino eu, são medidas que funcionem! Em que mundo andam os cérebros destas pessoas? Como é que a troika continua a dizer que Portugal está no "bom caminho"? A esta eu sei responder. Enquanto os juros forem caindo nos bolsos - nas bolsas - dos poderosos, Portugal continuará a ser um aluno bem comportado. Enquanto continuar a ver o pouco que ainda resta aos portugueses a mudar de dono, esta "entidade" continuará a avaliar positivamente Portugal. Depois, fará como à Grécia.
Como é que o desemprego continua a aumentar e nós, paulatinamente, conformados com o "que se gastou no passado", nos mantemos de cabeça baixa? Aprendemos bem a lição, enquanto alunos bem-comportados que somos.
Amanhã, com as mesmas práticas, serão as notícias diferentes?
Não será hora de acordar e mostrar de vez um cartão vermelho à política que nos levará à ruína?
Pintelho
Tomei duche, cortei a barba, vesti-me e ainda sobravam uns minutos antes de ir para o trabalho.
"Vou ver as novidades na televisão".
Liguei-a.
Estava na Sic Notícias. Aí tinha ficado, da noite anterior.
"Bom dia, a execução orçamental não está a correr conforme os planos. Menos receita, mais despesa. A troika aplaude." e "Bom dia, o desemprego continua a aumentar. A troika desdramatiza!".
Agora eu questiono. Como é que, com um orçamento tão restritivo como o imposto pelo Executivo de Coelho, quando a execução do mesmo falha redondamente, continuamos a culpar "os outros", e a dizer que "são medidas necessárias"? Medidas necessárias, imagino eu, são medidas que funcionem! Em que mundo andam os cérebros destas pessoas? Como é que a troika continua a dizer que Portugal está no "bom caminho"? A esta eu sei responder. Enquanto os juros forem caindo nos bolsos - nas bolsas - dos poderosos, Portugal continuará a ser um aluno bem comportado. Enquanto continuar a ver o pouco que ainda resta aos portugueses a mudar de dono, esta "entidade" continuará a avaliar positivamente Portugal. Depois, fará como à Grécia.
Como é que o desemprego continua a aumentar e nós, paulatinamente, conformados com o "que se gastou no passado", nos mantemos de cabeça baixa? Aprendemos bem a lição, enquanto alunos bem-comportados que somos.
Amanhã, com as mesmas práticas, serão as notícias diferentes?
Não será hora de acordar e mostrar de vez um cartão vermelho à política que nos levará à ruína?
Pintelho
segunda-feira, 12 de março de 2012
A "emigração parva"
O mesmo executivo que incentivou os portugueses a enugrar vem agora apresentar, por diversas fontes, preocupação com a "emigração parva". Casais com filhos que emigram sem garantias.
O secretário de estado responsável pelo assunto incentiva, agora, a que ninguém emigre sem um contrato de trabalho, dado que os consulados não têm capacidade de resposta.
Agora a sério... Será que estes senhores não compreendem que a política de emigração e as questões laborais são muito mais que uma brincadeira irresponsável? Será que continuaremos por muito tempo a ter à frente dos destinos do país um grupo de cabeças preocupadas em pagar dívidas a qualquer custo, muito superior ao dos juros financeiros?
Não me oferece dizer muito mais. Se não fosse um assunto sério, teria aqui uma pérola humorística sem usar sequer uma palavra minha!
Pintelho
O secretário de estado responsável pelo assunto incentiva, agora, a que ninguém emigre sem um contrato de trabalho, dado que os consulados não têm capacidade de resposta.
Agora a sério... Será que estes senhores não compreendem que a política de emigração e as questões laborais são muito mais que uma brincadeira irresponsável? Será que continuaremos por muito tempo a ter à frente dos destinos do país um grupo de cabeças preocupadas em pagar dívidas a qualquer custo, muito superior ao dos juros financeiros?
Não me oferece dizer muito mais. Se não fosse um assunto sério, teria aqui uma pérola humorística sem usar sequer uma palavra minha!
Pintelho
quarta-feira, 7 de março de 2012
Onde é que eu já vi este filme?
Pululava pelas notícias, ontem, uma declaração de preocupação, por parte de responsáveis da troika.
Sem crescimento económico, dizem, Portugal não conseguirá sair da crise. Mas esperem aí. Serei eu o único, pago a peso que não de ouro, a achar que estes senhores, pagos a peso de ouro, não aprendem com os erros do passado? A política imposta pelas três entidades, e avidamente seguida por Passos (o executor), já se provou um fiasco no que à dinamização económica respeita, num outro alvo de intervenção destes "tubarões dos juros", a Grécia.
Será que estes economistas não percebem mesmo nada de economia? Mas então, como chegaram onde chegaram?
À primeira, todos caem, mas à segunda... A mim cheira-me a esturro, e a Alemanha bate palmas.
Pintelho (texto escrito fora de horário laboral, não fosse a coisa dar para o torto com a troika a cair-me em cima por falta de produtividade e estagnação)
Sem crescimento económico, dizem, Portugal não conseguirá sair da crise. Mas esperem aí. Serei eu o único, pago a peso que não de ouro, a achar que estes senhores, pagos a peso de ouro, não aprendem com os erros do passado? A política imposta pelas três entidades, e avidamente seguida por Passos (o executor), já se provou um fiasco no que à dinamização económica respeita, num outro alvo de intervenção destes "tubarões dos juros", a Grécia.
Será que estes economistas não percebem mesmo nada de economia? Mas então, como chegaram onde chegaram?
À primeira, todos caem, mas à segunda... A mim cheira-me a esturro, e a Alemanha bate palmas.
Pintelho (texto escrito fora de horário laboral, não fosse a coisa dar para o torto com a troika a cair-me em cima por falta de produtividade e estagnação)
terça-feira, 6 de março de 2012
A cultura do medo
Ando distraído.
E como ando distraído, deixei passar, no Público de ontem, um estudo muito interessante.
Denominado de "O estado da nação e o seu avesso", o estudo do filósofo José Gil procura, com base em perguntas com resposta, traçar "o vazio", para o qual não temos resposta.
Ambas as tipologias de indicadores (os "cheios" e os "vazios") são interessantes.
Ficamos, por exemplo, a saber que os portugueses se consideram medianamente felizes, mas não sabemos se gostam mais de admirar ou de invejar. O leitor sabe? E quantos vivem activamente a solidariedade social? Sabemos que há uma maior sensação de aumento da pobreza que na média da UE, mas não sabemos quantos políticos se preocupam com a pobreza. Sabemos que os índices de educação dispararam em flecha, calando as vozes críticas à geração "rasca". Mas não sabemos quais os valores que ficam por ensinar na escola. Sabemos que a corrupção foi debatida em 8 sessões plenárias, de um total de 76 nesta legislatura. Mas não sabemos quantos portugueses se sentem, realmente, representados pelos deputados.
Estes são alguns dos exemplos do ensaio realizado pelo filósofo. Ele continua, é até bastante extenso.
Um dos indicadores que me chamou particular atenção é, curiosamente, um indicador dos que conhecemos, o da criminalidade violenta.
O estudo não aflora essa questão, enveredando antes pela pieguice dos portugueses, pelo "quantos é que não vão emigrar porque têm medo? Quantos é que não denunciam? Quantos têm medo do estado?". Eu prefiro ir por outro caminho, e arrisco-me a "lançar" o meu próprio indicador "vazio". Quantos portugueses acreditam que a criminalidade violenta está no nível mais alto de sempre? Provavelmente, uma maioria esmagadora. A verdade é que o índice mostra que estamos abaixo dos níveis de 2006, e sensivelmente ao nível de 2008. Então, o que leva os portugueses a acreditarem que tudo está "muito mais violento"?
A resposta parece clara: os media. Há dois anos, vivíamos uma época áurea de sensacionalismo político, em que Sócrates enchia jornais, pelas piores e melhores razões. E não havia tempo nem espaço para muito mais. Alguma corrupção, muito futebol, e as notícias estavam preenchidas.
Actualmente, vivemos o tempo áureo da troika, mas com tanto impasse dentro do governo, não há muito conteúdo para encher jornais, sobretudo se forem diários. A decisão dá-se a um ritmo alucinante...mente lento. Então vêm as botijas de gás, as mãos-armadas, entre outros. Tudo porque, e o jornalismo sabe-o muito bem, o medo vende. E aproveita-se da fragilidade emocional humana para encaixar receitas. Sejam elas de share ou de vendas directas. O medo vende. Portanto, como o Púbico quer começar a ser mais visitado, acho que vou começar a fazer aqui uns telefonemazinhos para os directores de informação dos principais meios de comunicação social...
Bem, talvez não.
Eu, por cá, acho que seria muito mais construtivo um jornalismo que se focasse em notícias que o fossem, e não nestas falsas notícias...
Mas se calhar sou só mesmo eu!
Pintelho
E como ando distraído, deixei passar, no Público de ontem, um estudo muito interessante.
Denominado de "O estado da nação e o seu avesso", o estudo do filósofo José Gil procura, com base em perguntas com resposta, traçar "o vazio", para o qual não temos resposta.
Ambas as tipologias de indicadores (os "cheios" e os "vazios") são interessantes.
Ficamos, por exemplo, a saber que os portugueses se consideram medianamente felizes, mas não sabemos se gostam mais de admirar ou de invejar. O leitor sabe? E quantos vivem activamente a solidariedade social? Sabemos que há uma maior sensação de aumento da pobreza que na média da UE, mas não sabemos quantos políticos se preocupam com a pobreza. Sabemos que os índices de educação dispararam em flecha, calando as vozes críticas à geração "rasca". Mas não sabemos quais os valores que ficam por ensinar na escola. Sabemos que a corrupção foi debatida em 8 sessões plenárias, de um total de 76 nesta legislatura. Mas não sabemos quantos portugueses se sentem, realmente, representados pelos deputados.
Estes são alguns dos exemplos do ensaio realizado pelo filósofo. Ele continua, é até bastante extenso.
Um dos indicadores que me chamou particular atenção é, curiosamente, um indicador dos que conhecemos, o da criminalidade violenta.
O estudo não aflora essa questão, enveredando antes pela pieguice dos portugueses, pelo "quantos é que não vão emigrar porque têm medo? Quantos é que não denunciam? Quantos têm medo do estado?". Eu prefiro ir por outro caminho, e arrisco-me a "lançar" o meu próprio indicador "vazio". Quantos portugueses acreditam que a criminalidade violenta está no nível mais alto de sempre? Provavelmente, uma maioria esmagadora. A verdade é que o índice mostra que estamos abaixo dos níveis de 2006, e sensivelmente ao nível de 2008. Então, o que leva os portugueses a acreditarem que tudo está "muito mais violento"?
A resposta parece clara: os media. Há dois anos, vivíamos uma época áurea de sensacionalismo político, em que Sócrates enchia jornais, pelas piores e melhores razões. E não havia tempo nem espaço para muito mais. Alguma corrupção, muito futebol, e as notícias estavam preenchidas.
Actualmente, vivemos o tempo áureo da troika, mas com tanto impasse dentro do governo, não há muito conteúdo para encher jornais, sobretudo se forem diários. A decisão dá-se a um ritmo alucinante...mente lento. Então vêm as botijas de gás, as mãos-armadas, entre outros. Tudo porque, e o jornalismo sabe-o muito bem, o medo vende. E aproveita-se da fragilidade emocional humana para encaixar receitas. Sejam elas de share ou de vendas directas. O medo vende. Portanto, como o Púbico quer começar a ser mais visitado, acho que vou começar a fazer aqui uns telefonemazinhos para os directores de informação dos principais meios de comunicação social...
Bem, talvez não.
Eu, por cá, acho que seria muito mais construtivo um jornalismo que se focasse em notícias que o fossem, e não nestas falsas notícias...
Mas se calhar sou só mesmo eu!
Pintelho
sexta-feira, 2 de março de 2012
Solução para o desemprego
Hoje, no Púbico, brindo-vos com a mágica solução para o desemprego em Portugal, caros leitores.
Este post, dado o seu conteúdo altamente interessante para quase 15% da população activa, tem um elevado potencial comercial, pelo que pensei desde logo em protegê-lo por Copyright, mas acabei por abandonar a ideia!
Assim, Portugal precisa de se unir contra as políticas desastrosas que têm levado o desemprego, tendencialmente baixo, a subir em flecha.
Atentem, por favor.
Portugal tem sido historicamente conhecido como um país com dois índices bastante baixos: produtividade e desemprego. No outro extremo, países produtivos tendem a taxas altas de desemprego.
Ora, isto não acontece à toa, deixem-me que vos diga. Se a produtividade é baixa, são necessários dois colaboradores para fazerem o trabalho de um.
Ora, as políticas de austeridade impostas pela troika e carneiristiamente acatadas pelo Coelho levam a que empresas e função pública exijam mais produtividade dos seus colaboradores, para combater a crise.
Ora, posto isto, as contas não batem certo. Se preciso de dois para fazer cem, e se, fazendo 200, tenho prejuizo, se um começa a trabalhar por dois, tenho que despedir o segundo.
E assim, caso após caso, chegámos aos 15% de desemprego.
É por isso, caro leitor, que lanço desde já um apelo à não produtividade. Não trabalhe, não faça mais, não faça melhor, mesmo que consiga. Assim salvaguardamos os empregos - escassos - que ainda sobram. Não trabalhe muito. Porque os responsáveis pela criação de emprego também não o têm feito.
Pintelho
Este post, dado o seu conteúdo altamente interessante para quase 15% da população activa, tem um elevado potencial comercial, pelo que pensei desde logo em protegê-lo por Copyright, mas acabei por abandonar a ideia!
Assim, Portugal precisa de se unir contra as políticas desastrosas que têm levado o desemprego, tendencialmente baixo, a subir em flecha.
Atentem, por favor.
Portugal tem sido historicamente conhecido como um país com dois índices bastante baixos: produtividade e desemprego. No outro extremo, países produtivos tendem a taxas altas de desemprego.
Ora, isto não acontece à toa, deixem-me que vos diga. Se a produtividade é baixa, são necessários dois colaboradores para fazerem o trabalho de um.
Ora, as políticas de austeridade impostas pela troika e carneiristiamente acatadas pelo Coelho levam a que empresas e função pública exijam mais produtividade dos seus colaboradores, para combater a crise.
Ora, posto isto, as contas não batem certo. Se preciso de dois para fazer cem, e se, fazendo 200, tenho prejuizo, se um começa a trabalhar por dois, tenho que despedir o segundo.
E assim, caso após caso, chegámos aos 15% de desemprego.
É por isso, caro leitor, que lanço desde já um apelo à não produtividade. Não trabalhe, não faça mais, não faça melhor, mesmo que consiga. Assim salvaguardamos os empregos - escassos - que ainda sobram. Não trabalhe muito. Porque os responsáveis pela criação de emprego também não o têm feito.
Pintelho
Subscrever:
Comentários (Atom)