Pululava pelas notícias, ontem, uma declaração de preocupação, por parte de responsáveis da troika.
Sem crescimento económico, dizem, Portugal não conseguirá sair da crise. Mas esperem aí. Serei eu o único, pago a peso que não de ouro, a achar que estes senhores, pagos a peso de ouro, não aprendem com os erros do passado? A política imposta pelas três entidades, e avidamente seguida por Passos (o executor), já se provou um fiasco no que à dinamização económica respeita, num outro alvo de intervenção destes "tubarões dos juros", a Grécia.
Será que estes economistas não percebem mesmo nada de economia? Mas então, como chegaram onde chegaram?
À primeira, todos caem, mas à segunda... A mim cheira-me a esturro, e a Alemanha bate palmas.
Pintelho (texto escrito fora de horário laboral, não fosse a coisa dar para o torto com a troika a cair-me em cima por falta de produtividade e estagnação)
Se é um possível investidor em literatura, crítica, crónica, ou algo que enriqueça o seu conhecimento acerca do país e do mundo que o rodeia, este leilão não é para si. Caso contrário, pode continuar.
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quarta-feira, 7 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
Solução para o desemprego
Hoje, no Púbico, brindo-vos com a mágica solução para o desemprego em Portugal, caros leitores.
Este post, dado o seu conteúdo altamente interessante para quase 15% da população activa, tem um elevado potencial comercial, pelo que pensei desde logo em protegê-lo por Copyright, mas acabei por abandonar a ideia!
Assim, Portugal precisa de se unir contra as políticas desastrosas que têm levado o desemprego, tendencialmente baixo, a subir em flecha.
Atentem, por favor.
Portugal tem sido historicamente conhecido como um país com dois índices bastante baixos: produtividade e desemprego. No outro extremo, países produtivos tendem a taxas altas de desemprego.
Ora, isto não acontece à toa, deixem-me que vos diga. Se a produtividade é baixa, são necessários dois colaboradores para fazerem o trabalho de um.
Ora, as políticas de austeridade impostas pela troika e carneiristiamente acatadas pelo Coelho levam a que empresas e função pública exijam mais produtividade dos seus colaboradores, para combater a crise.
Ora, posto isto, as contas não batem certo. Se preciso de dois para fazer cem, e se, fazendo 200, tenho prejuizo, se um começa a trabalhar por dois, tenho que despedir o segundo.
E assim, caso após caso, chegámos aos 15% de desemprego.
É por isso, caro leitor, que lanço desde já um apelo à não produtividade. Não trabalhe, não faça mais, não faça melhor, mesmo que consiga. Assim salvaguardamos os empregos - escassos - que ainda sobram. Não trabalhe muito. Porque os responsáveis pela criação de emprego também não o têm feito.
Pintelho
Este post, dado o seu conteúdo altamente interessante para quase 15% da população activa, tem um elevado potencial comercial, pelo que pensei desde logo em protegê-lo por Copyright, mas acabei por abandonar a ideia!
Assim, Portugal precisa de se unir contra as políticas desastrosas que têm levado o desemprego, tendencialmente baixo, a subir em flecha.
Atentem, por favor.
Portugal tem sido historicamente conhecido como um país com dois índices bastante baixos: produtividade e desemprego. No outro extremo, países produtivos tendem a taxas altas de desemprego.
Ora, isto não acontece à toa, deixem-me que vos diga. Se a produtividade é baixa, são necessários dois colaboradores para fazerem o trabalho de um.
Ora, as políticas de austeridade impostas pela troika e carneiristiamente acatadas pelo Coelho levam a que empresas e função pública exijam mais produtividade dos seus colaboradores, para combater a crise.
Ora, posto isto, as contas não batem certo. Se preciso de dois para fazer cem, e se, fazendo 200, tenho prejuizo, se um começa a trabalhar por dois, tenho que despedir o segundo.
E assim, caso após caso, chegámos aos 15% de desemprego.
É por isso, caro leitor, que lanço desde já um apelo à não produtividade. Não trabalhe, não faça mais, não faça melhor, mesmo que consiga. Assim salvaguardamos os empregos - escassos - que ainda sobram. Não trabalhe muito. Porque os responsáveis pela criação de emprego também não o têm feito.
Pintelho
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Isto é que é saber poupar
Eu pertenço àquela geração que já não achava grande piada a estudar as dinastias no ensino básico. Na verdade, acreditava que decorar cognomes fosse uma perda de tempo, sobretudo porque podê-los-ia consultar a qualquer hora numa enciclopédia.
Aparentemente, a geração dos nossos actuais governantes, não contente com a ideia de existirem repositórios, pretende poupar no novo imposto sobre o armazenamento da informação.
Afinal de contas, que outro motivo poderá haver para que, num novo portal do governo, mais intuitivo e fácil de navegar, desapareça grande parte das referências a executivos anteriores?
Por cá, dei voltas e mais voltas à cabeça, até concluir que, além da poupança no infame imposto que legitima a pirataria, o governo poupa em comparações entre, por exemplo, o charme de José Sócrates e o de Coelho, em que o primeiro, garantidamente, levaria a melhor.
Poupa, ainda, em notas negativas a História de Portugal. Se não existe no site do Governo no Magalhães, então nunca foi verdade, setôra.
Queremos, pois, acreditar, que o mais fácil apra ultrapassar o difícil momento que Portugal atravessa será, seguindo o exemplo do portugal.gov.pt, ignorar o passado. Caros leitores, esqueçam todos os direitos adquiridos com a democracia. Após as referências à maçonaria desaparecidas, aos documentos originais do dossier Sócrates desaparecidos, aos governos anteriores a Coelho desaparecidos, só nos resta uma condição à qual nos agarrarmos: a qualidade de vida austeridade.
Pintelho
Aparentemente, a geração dos nossos actuais governantes, não contente com a ideia de existirem repositórios, pretende poupar no novo imposto sobre o armazenamento da informação.
Afinal de contas, que outro motivo poderá haver para que, num novo portal do governo, mais intuitivo e fácil de navegar, desapareça grande parte das referências a executivos anteriores?
Por cá, dei voltas e mais voltas à cabeça, até concluir que, além da poupança no infame imposto que legitima a pirataria, o governo poupa em comparações entre, por exemplo, o charme de José Sócrates e o de Coelho, em que o primeiro, garantidamente, levaria a melhor.
Poupa, ainda, em notas negativas a História de Portugal. Se não existe no site do Governo no Magalhães, então nunca foi verdade, setôra.
Queremos, pois, acreditar, que o mais fácil apra ultrapassar o difícil momento que Portugal atravessa será, seguindo o exemplo do portugal.gov.pt, ignorar o passado. Caros leitores, esqueçam todos os direitos adquiridos com a democracia. Após as referências à maçonaria desaparecidas, aos documentos originais do dossier Sócrates desaparecidos, aos governos anteriores a Coelho desaparecidos, só nos resta uma condição à qual nos agarrarmos:
Pintelho
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