Aparentemente, a geração dos nossos actuais governantes, não contente com a ideia de existirem repositórios, pretende poupar no novo imposto sobre o armazenamento da informação.
Afinal de contas, que outro motivo poderá haver para que, num novo portal do governo, mais intuitivo e fácil de navegar, desapareça grande parte das referências a executivos anteriores?
Por cá, dei voltas e mais voltas à cabeça, até concluir que, além da poupança no infame imposto que legitima a pirataria, o governo poupa em comparações entre, por exemplo, o charme de José Sócrates e o de Coelho, em que o primeiro, garantidamente, levaria a melhor.
Poupa, ainda, em notas negativas a História de Portugal. Se não existe no site do Governo no Magalhães, então nunca foi verdade, setôra.
Queremos, pois, acreditar, que o mais fácil apra ultrapassar o difícil momento que Portugal atravessa será, seguindo o exemplo do portugal.gov.pt, ignorar o passado. Caros leitores, esqueçam todos os direitos adquiridos com a democracia. Após as referências à maçonaria desaparecidas, aos documentos originais do dossier Sócrates desaparecidos, aos governos anteriores a Coelho desaparecidos, só nos resta uma condição à qual nos agarrarmos:
Pintelho
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