Caro investidor,
Há cerca de dez anos, dois blogues mais ou menos púbicos inspiraram-me a entrar nestas lides. Eram eles O meu Pipi e O Gato Fedorento (alguém sabe onde param estes senhores tão quase-anónimos que escreviam no Gato?). Assim, e porque a intenção era incomodar alguma gente, fazer comichão, e tocar nas feridas provocadas por alguns chatos da sociedade, nasceu o Diário de um Pintelho.
Durante cerca de três anos, um púbico adolescente, à esquerda, mas virado à palhaçada também, escrevia por detrás de uma máscara mais ou menos sólida. Até que a relativa popularidade da coisa me impediu de prosseguir. Não estava à altura do desafio imposto por centenas de olhos atentos e prontos a lançar farpas sobre tudo quanto deste teclado saía para o ecrã.
Dez anos depois, continuo a não me sentir preparado.
Contudo, ultimamente tenho retomado leituras interessadas, e o bichinho foi crescendo, crescendo, e cá está ele a ver a luz do dia, mais ou menos anónimo, despretensioso e, sobretudo, constituindo um local de desabafo.
Por que não reabrir o Diário? Sobretudo por preguiça. Reorganizar aquela barra lateral constitui, per se, um desafio do qual não me considero à altura. Portanto, e na onda de privatizações que se avizinha para 2012, e de alienação do património, também o Pintelho privatizou a sua obra púbica, agora exposta nesta página.
A todos quantos quiserem seguir-me, desde já fica a advertência: não haverá piadas de bom gosto, não haverá crítica fundamentada, nem um único laivo de literatura. Apenas especulação, a ver se, quando o espaço for a leilão, os chineses o comprar por algo mais que uma bagatela. Também não pretendo agradar à Gordinha, nem à Presidenta. Afinal de contas, nos dias que correm, pêlos púbicos são quase tão impopulares como as medidas da troika.
Aos que não desistiram a meio desta primeira posta: parabéns. A partir daqui, é sempre a piorar.
Bem-vindos,
Pintelho
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