segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Estratégia em 24 caracteres

Deng Xiaoping resumiu, em tempos. a estratégia de crescimento da superpotência comunista de forma concisa, profunda e eficaz. Hoje, pouco mais de dez anos após a sua morte, a mesma potência arrisca a ser o principal líder mundial, sem grande esforço, já que as leis da inércia parecem aplicar-se, também, aos mercados.
Dizia o líder: "Observem com serenidade; protejam a vossa posição; tratem dos assuntos com serenidade; dissimulem as vossas capacidades e não se precipitem; excelem na manutenção de um perfil baixo (dissimulem a ambição); e nunca reclamem a liderança (não ponham as garras de fora)".
Pois bem, olhando para dentro de casa, temos uma EDP chinesa, com dois portugueses na frente dos principais órgãos de gestão.
Estratégia: aprender. Crescer. Posicionar-se. Na verdade, Mexia e Catroga serão falsos chairmen, dado que, pouco a pouco, verão a Três Gargantas persuadi-los a agir de acordo com os seus interesses.
E assim a China continuará a crescer na Europa. Catroga é um óptimo nome. Ligações ao governo PSD / PP mantêm uma posição forte dos comunistas junto de um governo centro-direita europeu.
Mexia é popular, conhece os cantos à casa, e pode ensinar.

O cenário multiplica-se, em inúmeras empresas, Europa fora, e a paciência chinesa, cuja estratégia não se desenha em anos, mas em décadas, surte, pouco a pouco, efeito.

O "império do meio" expande, cresce e aglomera pelo que, mais do que analisar esta estratégia tão disseminada e apoiada por Pequim, este post pretende apenas deixar no ar a questão: daqui a dez anos, quando o novo líder tiver aprendido os costumes ocidentais, e concretizado a ambição, sem nunca a demonstrar, como estará a frágil e debilitada Europa? Isto se ainda estiver de pé...

Fica a curiosidade. Alguém tem respostas?

Pintelho

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